29 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo

 Desejo a todos vocês, que estão sempre marcando presença neste meu cantinho tão especial, um Novo Ano repleto de boas novas, saúde, sucesso, amor e PAZ! Que Deus os abençoe e que não lhes deixe faltar garra, vontade e determinação. Deixo um beijo no coração de cada um de vocês e os meus mais sinceros votos de um FELIZ FELIZ FELIZ FELIZ 2013!  
(4 vezes para dar sorte).

E a pergunta que fica é: O que você quer, para o seu Ano Novo?

Por. Bell.B

Sonhe

Quando se é pequeno, tudo que você deseja se torna bem mais simples do que parece. Construir o próprio patrimônio, chegar à lua, ter o emprego dos sonhos, viajar pelo mundo. O engraçado é que você cresce, e a maioria desses desejos, permanecem com você por muito tempo. Alguns vão continuar apenas como sonhos, outros podem até virar realidade. Mas para isso, é preciso que você respondo uma pequena pergunta:

                                             O que você quer ser quando crescer?

Astronauta, médico, bombeiro?
Saber essa resposta não será o fim das suas buscas, e sim o seu ponto de partida para várias outras.  É através dela que o seu futuro começa a ser desenhado, é ela quem transforma o plano louco em algo totalmente possível. Comigo não foi diferente... Assim como você, eu queria o improvável, o surpreendente, o inovador. Fazer o que ninguém mais seria capaz de realizar. Ir tão longe que nenhuma outra pessoa seria capaz de me alcançar. Ser o descobridor de uma nova era ou quem sabe, de um novo tempo. Na verdade eu queria mesmo, era realizar os meus desejos. E assim como numa brincadeira de criança, conquistar tudo aquilo que parecia improvável.  O trabalho dos sonhos, a família perfeita, e porque não viajar pelo espaço.
Não cheguei a ser astronauta, não fui bombeiro e muito menos médico. Mas experimentei o novo, comecei do zero, fiz de tudo e tudo de uma forma diferente. Servi à aeronáutica, vendi jornais, verduras e picolé. Trabalhei como ajudante na construção civil, fui operador de produção, pintor e até artesão. O meu primeiro patrimônio não foi nenhum castelo. Vendi muito esterco e metal para adquiri-lo. Talvez todas essas funções não me permitiam enxergar mais longe naquele momento. Mas com certeza permitiu-me ter experiência suficiente para crescer com humildade, amadurecer, ter responsabilidade. Experimentar minha capacidade de empreender para viver. Estar à frente do tempo em que vivia. E você, tem sonhado com o que? Quais os seus planos para chegar lá? Ficar parado não vai lhe trazer nenhum resultado inovador... Não lamente a sua sorte. Não tenha vergonha do que faz. O trabalho é o que transforma você. Posso te dar um conselho?
                               
SONHE! EXPERIMENTE! FAÇA O NOVO!

Busque a concretização dos seus desejos todos os dias. Escolha fazer o que você gosta, não apenas o que lhe trás dinheiro. Ele virá naturalmente, através dos seus esforços. Seja fiel aos seus valores. Faça com amor e seja o melhor naquilo que faz. Lembre-se... Você é o único responsável pelo seu destino. Coloque-se sempre em primeiro lugar, ame o próximo na mesma proporção que se ama. Somos todos capazes de ser e fazer. Não deixe que façam por você. Erre, erre de novo e através do erro, ganhe experiência. Não seja tão duro com você mesmo, e quando tudo parecer difícil, volte a ser uma criança novamente, sem nenhum medo de responder aquela simples pergunta... O que você quer ser quando crescer?
                                                       Por. Deivison Pedroza

24 de dezembro de 2012

Marry Christmas

Não existe o Natal ideal, só o Natal que você decida criar como reflexo de seus valores, desejos, queridos e tradições.
Por. Bill McKibben 

Desejo a todos que estiveram e partilharam deste cantinho comigo... UM FELIZ NATAL! 
Por. Bell.B 

19 de dezembro de 2012

Raro

É raro encontrar alguém que vê além das nuvens,
 que se senta no meio do nada pra caçar estrelas e trocar ideias com a lua...
Por. Gabito Nunes

Duas Pedras

 Não queria saber do ontem, de vontades, de desejos com duas pedras de gelo e whisky, queria saber se ele é macho de querer com vontade sem whisky uma mulher só, que às vezes trinca feito duas pedras de gelo, e querer salivando, e ter peito pra suportar crises de abstinência. E ter mais peito pra desejar sua presença... Sei não, ele não parece o tipo pelo qual ela pararia de comer chocolate: cara interessante tem que valer mais que um ferrero rocher. E se ele não teria um amor sóbrio por ela, por que ela iria abandonar umas paixões inebriantes? isso é coisa que só se explica quando se sente, ou seja, quando não se explica nada. O perigo ronda, há uma leve pressão na nuca. Olha pro lado, e seu pote de doces de repente derrapou para o lado sem-graça da sua vida. Bem, se ele não for tão macho pra saber que há mais que honra em abandonar um vício, ela cuidará do lado mulher dele com vontade e muito whisky e sem gelo, por favor...
Desconheço Autoria

17 de dezembro de 2012

Dentro Dela

 Ela era tão jovem, tão solitária e ingênua, que se imaginava uma espécie de recipiente a ser enchido de amor. Mas não era nada disso. O amor estivera dentro dela o tempo todo e só se renovava ao ser doado. 
Extraído do Livro/ O Guardião de Memórias

16 de dezembro de 2012

Nada

Os últimos dias não foram fáceis, passará a maior parte do tempo brigando consigo mesma, tentando controlar suas compulsões, lutando contra seus Demônios. Estava tão desordenada por dentro que decidiu tomar medidas radicais. Apanhou algumas peças de roupas, alguns objetos pessoais e partiu... (precisava pensar, tentar se reordenar por dentro) queria tempo, não sabia exatamente porque e nem do quê. Apenas queria respirar sem ter que entre uma pausa longa e outra, responder a qualquer pergunta idiota de alguém, que a fizesse ter que por os pés no chão.

Enquanto apoiava a cabeça contra a janela, as luzes dos faróis se misturavam com as luzes dos enfeites de Natal e vinham como flechas em chamas em sua direção. Estava tão transtornada, que a única coisa que enxergava, eram borrões coloridos. Já tinham se passado mais ou menos uns 25 minutos, mas a sensação que tinha, era de estar sentada ali por 2 dias. O ano passará com um raio, mas esses últimos dias, pareciam estar em "slow much". A vida pessoal não estava ruim, pelo contrario, conseguira resolver várias questões, estava cheia de projetos para o Ano Novo, a agenda já estava com várias marcações. Planos... Projetos... Sonhos! Tudo praticamente rascunhado. Então porque Diabos, estava se sentindo assim? Como se não tivesse conseguido concluir nada? Como se não fosse NADA! Após 56 minutos chegou ao seu destino. Embora não tivesse feito qualquer esforço na viagem, desceu do carro como se tivesse ido andando até lá. Estava cansada, as costas pareciam pesar toneladas. Ao abrir a porta, não acendeu às luzes. Deixou as malas no cantinho da sala, e se atirou no sofá. Não haviam luzes de Natal, nem enfeites, sequer foi montado uma árvore. Mas isso era o que menos lhe importava, o ambiente estava ornando perfeitamente com seu interior. Na verdade, escolherá ir para lá, exatamente pra isso. (Ficar só... só com seus sentimentos)

Estava deita no sofá, a cabeça apoiada no braço, e suas mãos repousadas em seu peito. O silencio só não era maior, por conta da força de seu coração. Ora e outra acelerava descompassadamente, e sequer era preciso estetoscópio para ouvi-lo. Era quase possível segurá-lo entre os dedos.O ar de repente parecia não mais entrar, o estomago pareceu revirar, sentiu o teto rodas. Apertou os olhos com força, e ao fazer isso... viu as luzes coloridas dançarem. Sacudiu a cabeça, sentou-se depressa, e levando as mãos contra o rostou, sentiu-se sufocar. (crise de pânico? depressão? stress?) Que porra era aquilo? E antes mesmo de ter forças para se perguntar ou praguejar, sentiu as palmas das mãos molharem. (Definitivamente o silêncio foi rompido) Quando se deu conta, estava em prantos. Quase se afogando no próprio choro. Aquele nada que à estava assombrando, acabará de ganhar forças. Estava tomando conta de tudo. Do silêncio, do escuro, do seu mundo. Queria gritar, queria correr, queria ter coragem de rasgar seu peito, tirar aquele vazio absurdo de dentro. Queria preencher aquele nada com qualquer outro sentimento. Mas por onde começar? O que fazer? Sequer sabia o que estava sentindo de fato, nem mesmo sabia o porque estava daquele jeito. Haveria um jeito de fazer passar? De fazer aquela dor parar? Tinha escolhido ir para lá, para não ter que pensar, responder, socializar. Mas de repente, tudo pareceu começar a aflorar. Tudo pareceu tomar formas, e até o silêncio parecia gritar. Precisava encontrar uma forma de se ajudar, de sair daquele sinuca bico. Bateu a mão no plugue, acendeu as luzes, olhou em volta. Papel, precisava de papel, precisava escrever. isso sempre a ajudava, dava-lhe a sensação de alivio. Mas o que dizer? Pra quem? Sobre o que? (Isso nunca acontecerá) Normalmente, esse tipo de estado emocional é que lhe rende os melhores textos, as rimas mais bonitas, porque Diabos desta vez não conseguia?

Era o NADA, ele a invadia como se fosse um terreno baldio. A ignorava como se ela fosse um indigente. A tomava como erva daninha. Ela tinha tantos sentimentos, tantos sonhos, tantos arrependimentos, tantas vontades dentro daquele peito, que ora e outra, eles se fundiam todos ao mesmo tempo. E fosse ela, para onde quer que fosse, fizesse o que fizesse,escrevesse, lesse, ouvisse música, ou ficasse apenas em silencio, nada a ajudaria. E embora tudo parecesse vazio, e ela não conseguisse distinguir seus sentimentos, no fundo ela sabia que era forte, e que aquilo tudo que estava sentindo, iria passar, era só mais uma das suas fases de conflitos internos, era só mais um... dos seus tantos e tantos complicados e confusos momentos.
Por. Bell.B


7 de dezembro de 2012

Sinônimo

O mês de Dezembro é complicado pra mim, em vários aspectos. Começando do ponto de partida, particularmente... DETESTO AS FESTAS NATALINAS (nem sempre foi assim). Enfim, tenho nojo dessas reuniões, onde as pessoas se juntam e “fingem” se amar (é claro, não vou generalizar, á exceções... bem poucas!), fingem ser solidárias, fraternas, emotivas. Talvez por eu ser assim sempre (emotiva demais), fique revoltada em ver as pessoas “atuarem” nesta época do ano. Afinal, grande parte dessas pessoas passam o ano inteirinho sem se falar, sem saber, sem sequer terem a preocupação de saberem o que de fato acontece com a vida do outro. Daí então, é feita uma pré-reunião aonde por votação e concordância se escolhe uma casa e quem leva o que. Com os primeiros requisitos definidos a próxima etapa é decidir como ir. Foda-se o prato que foi escolhido, foda-se a casa... O que realmente importa, é com que roupa ir, que sapato combinar, quantos presentes comprar. PRESENTES... e a porra da PRESENÇA?

Será que em algum momento passa na cabeça de alguém, que o Natal não é um evento feito para a apresentação de quem tem mais ou menos, de quem esta por cima ou por baixo? Será que as pessoas não entendem que o Natal não é uma peça teatral, aonde se sobe num palco mascarado? Fico triste com isso, fico triste demais com isso... Estamos a menos de 15 dias para o Natal e as pessoas só pensam em comprar, em como vão se apresentar, mas ninguém se lembra que vamos celebrar o nascimento de Jesus. Que vamos vivenciar por mais um ano, uma grande data. Mas e daí? Quem se importa com isso? Quem liga?

Eu ligo! Eu me importo! Eu me preocupo com isso!
E é uma pena que poucas pessoas se lembrem disso. É realmente triste que uma data tão importante e valiosa para o nosso espírito, tenha se tornado um evento superficial e lucrativo para os comércios. No dia 25 de Dezembro se comemora o nascimento do menino Jesus. É celebrada a vida, a união, é um momento de refletir sobre nossas vidas, nos baseando naquele que à perdeu por nós. Mas a nossa pequenez humana, a nossa ganancia, nos impede de ver além. Nos bloqueia de sermos maiores que uma nota qualquer e de sermos capazes de sermos amados por quem somos, sem termos que ostentar valores. Valores... ninguém mais sabe ao certo o que de fato essa palavra quer dizer. Foi-se a época em que ajudar ao próximo, fazer o bem sem olhar a quem, dar sem esperar receber, eram sinônimos de VALOR. Foi-se o tempo do amor verdadeiro. A nova geração quer mais, quer sempre mais. E eu também... e embora a minha decepção com a espécie humana seja explicita, e a minha tristeza aflore um pouco mais nesta época do ano, desejo a todo aquele que não pense como eu, que Deus os perdoe e que os abençoe, afinal... Eles não sabem o que fazem!
Por. Bell.B

1 de dezembro de 2012

Quero Mais

 Eu amei uma vez até doer.  Era uma dor tão sentida, que com o passar do tempo, a impressão que se tinha, era que nem mais doía. Depois de algum tempo, você começa a acreditar, que esta sensação, faz parte do seu dia a dia... E acreditem se quiser (isso passa a doer, mais ainda). Com isso, passei a acreditar, que não seria capaz de sentir mais nada, além da minha própria agonia. Engraçado... (eu gosto da dor) da dor de sentir latente. Me faz sentir viva! Mas do nada, assim sem avisar ou sem que eu percebesse, você apareceu. E eu sem perceber, aos poucos comecei a sorrir novamente. (e aí?) Deixo doer uma dor nova, porque sei que ora ou outra, essa alegria passa. Me permito sentir, permito-te que me faça sentir? Eu quero mais que palavras, quero sonhos, fantasias, não mais noites vazias. Eu cansei de estar cercada de pessoas e ainda assim, me sentir só. Quero mais... Eu quero ver os olhos me devorarem a alma, quero sentir a pressão da mão comprimir minha nuca e com isso, me tomar o fôlego. Quero sentir por dentro a invasão descontrolada, quero me sentir revirada. Ouvir a voz no pé do meu ouvido, se alternar entre sussurros em gemidos, onde diz me querer, me amar, me odiar por te fazer perder o controle. Entende? Quero o que quer, mas quero sempre mais!
Por. Bell.B

27 de novembro de 2012

Impossível?

 (A única forma de chegar ao impossível, é acreditar que é possível.)

Alice: Isso é impossível!
Chapeleiro: Só se você acreditar que é.
Extraído do Filme - Alice no País das Maravilhas

Intensidade

 Que a minha intensidade não me impeça de respirar vezenquando, pois suspiro o tempo todo pra encontrar espaço nesse peito que já nem se cabe.
Por. Marla de Queiroz

21 de novembro de 2012

Oito


As horas pareciam caçoar dela, os dias passavam quase que à arrastando. Noite após noite, suas orações ficavam cada vez mais fervorosas, desesperadas. Suplicava por noticias, implorava por sinais. Sinais de quê ainda existisse alguma coisa, uma chama viva, que não só dentro de si. Mas parecia ser em vão rezar, pedir, suplicar por algo assim. Aquela altura, nada mais parecia fazer ou ter sentido algum, e como as respostas não vinham nem da Terra, nem do Céu... parou de pedir e aceitou o silêncio como se fosse a única coisa em que devesse acreditar.


Não deixou de pensar, de lembrar de suas histórias. Em momento algum, decidiu por esquecer de tudo que tinham vivido, passado, construído juntos. Eram sentimentos demais, preciosos demais, verdadeiros demais, para serem deixados de lado num canto qualquer da consciência tomando poeira... Apenas optou por deixar as "águas correrem" e seguirem seu fluxo. Porém era tão sonhadora quanto realista, e suas experiencias de vida, foram de certo modo, a moldando e dando a ela um jeito um tanto quanto "peculiar" de aceitar o destino, mesmo quando este destino não lhe sorria.

E assim, ora nostálgica (entorpecida) noutras tomada de alegria (embriagada), seguia. Vire e mexe se via obrigada a discutir consigo e em algumas das vezes, até se punha de castigo. Era severa com suas atitudes e na maioria das vezes, fazia o que precisava ser feito, mesmo quando isso ia contra seus sentimentos. Na maior parte dos casos, sofria. Mas este sentimento já lhe era tão comum, que superava isso com êxito. E decidida, certa do que tinha feito e do que dali em diante faria, seguia. Tinha por companhia as canções, os rabiscos, as lembranças. E com eles seus devaneios. Tudo que sentia, queria, sonhava, se misturava com o que tinha, com o que vivia no seu dia a dia. Em muitas das vezes, já não sabia se o que escrevia eram desabafos ou somente fantasias. Na verdade, nunca quis saber, fazia isso na tentativa frustrada de se livrar do peso. O peso do sentir, este que a deixa confusa, que a faz chorar, que a toma no colo, fazendo-a acreditar que não importa o que aconteça, no fim, é possível sim... sorrir.

E com suas confusões, com seus conflitos, com seus sentimentos apertados e espremidos dentro do peito, ainda assim, ela sorri. Sorri por saber que mesmo com todos os seus defeitos, com todas as suas escolhas, com toda a distancia e ausência, ele ainda a escuta em seu silêncio. Ele ainda a vê em livros, ele ainda a escuta em canções. Ele traceja sorrindo o número 8 deitado, da mesma maneira que ela sorri, quando vê o reflexo dos olhos dele, no 8 deitado em seu quadril quando de costas, olha no espelho.
Por. Bell.B

16 de novembro de 2012

Bilhete

Um bilhete deixado horas atrás indicava seu fracasso. Não esperou. Ao procurá-lo pelos cômodos, sentia que não estava mais ali. Ele se fora, deixara um bilhete e algo mais. Uma sensação. Um daqueles sinais que o cosmos ou o desespero dão para o coração quando quem se ama passou por ali, como um aviso, um sinal. Por mais que ela corresse apressada pelas ruas, remasse com toda sua força contra a maré, não era o suficiente. E doía enxergar que não era o suficiente. Doía pensar que, enquanto o fazia seu mundo, ela nada mais era do que uma ruazinha escura em que ele passou ao errar o caminho. O que tinha que ser, era. E os sinais eram claros, brilhavam escrito nas estrelas que não era pra ser. Não agora. Em outro tempo, outro lugar, outra vida, quem sabe. Definitivamente, não agora. Mas ela queria tanto, tanto que fosse. E ignorava, lutava, gritava pedindo ajuda. Não bastava apenas ela querer, ele deveria querer também. Mas o bilhete - ah, bilhete cruel e sem uma gota de sentimentalismo barato que ela tanto queria - indicava que estava só em um barco à deriva. Mais uma vez a vida lhe pregara uma peça, pensou angustiada. Tanta vida vivida e tanta ferida dentro do peito. E por qual motivo? Por qual razão? Meu Deus, alguém por favor responda! Ela pensara que encontrara. As músicas faziam sentido, o pulso acelerava e perdia a fala ao ver seu rosto lhe sorrindo enquanto caminhava em sua direção, transbordava de alegria por todos os cantos. Até o bom humor havia voltado! E se fora. Fácil, como se fosse apenas uma miragem, um sonho bom que teve um dia antes do aniversário tamanha alegria que sentia, um presente dado por um ente querido. Ela ficara, cega, tola, boba. Com um nó no estômago que não queria desatar. Confusa. Simplesmente… Confusa. Que é que a gente faz quando a vida te deixa um bilhete em cima da mesa e dá as costas? Que é que a gente faz quando não sabe o que fazer?
Por. Gabriela Santarosa

9 de novembro de 2012

Apenas Faça


Meus

Eu vivo morrendo,
Caindo em meus abismos,
Gritando meus silêncios,
E escrevendo vontades...
Por. Rodrigo Victor

S.S.S

 Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão. Que às vezes se extasia como diante de fogos de artifício. Sou e tenho que viver uma certa glória íntima que na solidão pode se tornar dor. E a dor, silêncio. Guardo o seu nome em segredo. Preciso de segredos para viver.
Por. Clarice Lispector

8 de novembro de 2012

Não Volto

 As horas continuam correndo e se dessa vez você não vier, eu também não vou. Se você não disser que está com saudades, eu também não vou dizer. Vou fazer o inverso dessa vez. E não espere eu trocar esse inverso por indiferença. Ainda me importo e ainda estou aqui. Então se resolve. Decide se vem e se fica. Decide se me quer de volta. Porque ainda dá tempo de continuarmos de onde a gente parou. Mas se você demorar mais um pouco. Eu vou e não volto.
Extraído do Livro/Filme - Querido John

25 de outubro de 2012

Mulher Menina

 Ela é delicada, doce, às vezes um tanto quanto tímida (só às vezes)... Embora já seja uma Balzaquiana muito bem vivida, ainda porta em seu jeito, a delicadeza de uma menina,. Porém, também tem a personalidade tão forte, quanto a de uma Deusa Egípcia.

Ela sorria com tamanha graça e tão naturalmente que muito tranquilamente, roubaria os suspiros dados ao retrato de Mona Lisa. E é de cortar o coração, vê-la em seus momentos depressivos (down's como costuma dizer). Vê-la sofrer, vê-la chorar (ainda que em raras vezes), vê-la recolher-se do mundo, se encolher em si, é de fazer qualquer palhaço, deixar de lado a vontade de fazer alguém rir. Aqueles olhos enormes castanhos escuros, tão brilhantes e aparentemente, donos do mundo. A qualquer sinal de dor, encolhem-se, perdem a pigmentação, a luz, e não é preciso olhá-la nos olhos para enxergar a escuridão. Eles porém, também a denunciam em muitas situações. No fundo de sua alma, do avesso. Somente quem a conhece por dentro, consegue ser capaz de entender seus maiores receios, seus cacoetes, o tom de suas cordas vocais contradizerem seu olhar, seus pensamentos. Muitas vezes se mostra forte, feliz, radiante, mas nem sempre é assim que ela se encontra por dentro. Quando seu espírito esta em paz, ela gesticula freneticamente, atropela ponto e virgula na escrita, fala palavrões sem parar. O mesmo vale para quando esta irritada, nervosa, irada. Mas quando triste não. Quando triste ela não emite sons, não age nem reage, ela não consegue enxergar as cores. Ela não canta (embora jure que "quem canta seus males espanta")... Cantar, ela canta sobre a vida, canta sobre o que sente. Ela canta porque isso a encanta, ela confessa seus segredos por canções. Mulher madura, certa, mirada, decidida. Mulher menina, delicada, pura, graciosa, pequenina. Mulher de sentidos aguçados, de atitudes muitas vezes sem sentido. Mulher tão dura por fora e por dentro, tão sensível. Mulher Menina que Menina Mulher... Dá notas e tons as suas emoções, se faz revelar nas melodias. Cada respirar, cada abrir de olhos, cada novo despertar... é em sua vida, uma nova e divina sinfonia.
Por. Bell.B

24 de outubro de 2012

Having a Coke With You

Tomar coca-cola com você...
... ainda melhor do que uma viagem a San Sebastian, Irun, Hendaye, Biarritz, Bayonne ou que ficar enjoado na Travessera de Gracia em Barcelona.  Em parte porquê nessa camisa laranja você parece um São Sebastião melhor e mais feliz.  Em parte porque eu gosto tanto de você. Em parte porquê você gosta tanto de iogurte. Em parte por causa das tulipas laranja fluorescente contra a casca branca das árvores.  Em parte pelo segredo que nos vem ao sorriso perto de gente e de estatuária. É difícil quando estou com você acreditar que existe alguma coisa tão parada, tão solene, tão desagradável e definitiva como estatuária. Quando bem na frente delas na luz quente de Nova York, às quatro da tarde, nós estamos indo e vindo de um lado para o outro como a árvore, respirando pelos olhos de seus nós e a exposição de retratos parece não ter nenhum rosto, só tinta de repente você se surpreende que alguém tenha se dado ao trabalho de pintá-los. Olho pra você e prefiro de longe olhar para você do que para todos os retratos do mundo, exceto talvez às vezes o Cavaleiro Polonês, que de qualquer maneira está no Frick aonde, graças a Deus, você nunca foi de modo que eu posso ir junto com você a primeira vez. E isso de você se mover tão bonito mais ou menos dá conta do futurismo, assim como em casa nunca penso no Nu Descendo a Escada ou num ensaio em algum desenho de Leonardo ou Michelangelo que costumava me deslumbrar e o que adianta aos Impressionistas tanta pesquisa.  Quando eles nunca encontraram a pessoa certa para ficar perto de uma árvore quando o sol baixava ou por sinal Marino Marini que não escolheu o cavaleiro tão bem quanto o cavalo. Acho que eles todos deixaram de ter uma experiência maravilhosa que eu não pretendo desperdiçar o motivo pelo qual estou aqui falando tudo isso para você.
Por. Frank O'Hara

22 de outubro de 2012

Tempo Perdido

 Todos os dias quando acordo... não tenho mais o tempo que passou.
(Não temos tempo a perder...)
Por. Legião Urbana/Tempo Perdido

Dois

Dois complicados, complexos e totalmente opostos. Mas ela tem alguma coisa que te faz voltar. E você, por incrível que pareça, tem algo que não deixa ela ir.
Por. Lohanny

Surpresa

Então, quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com meus olhos encantados, você encontrará a famosa solidão. A partir daí o que acontecerá, chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima é o tal tempo em que você tanto falava.
Por. Tati Bernardi

18 de outubro de 2012

Neverland

Tinha planejado o passeio, por quase o mês inteiro. O destino já era batido, nada novo ou especifico. Desde os seus 4 anos conhecia aquele lugar. Poderia descrever cada milimetro de terra dê lá, com os olhos fechados. Cada árvore, cada montanha, o ponto exato de cada curva, a entrada certa a cada próxima bifurcação na estrada de terra. Mas sempre que pra lá ia, suas emoções se perdiam dela, entrando num mix de marasmo e nostalgia sem controle. Parecia entrar em um túnel do tempo, ultrapassar dimensões, voltar a pontos exatos de sua vida. Quando estava lá, tudo era estranhamente magico. Os dias pareciam não passavar, o ponteiro sequer avançava um segundo. Tudo parecia paralisado, estagnado. Morto. Não se ouvia o som do vento, as nuvens estavam congeladas como icebergs, o sol mais parecia uma simples luminária, daquelas que tem a luz "abafada" por um adorno qualquer de tecido estampado engomado e cafona. Os ruídos a sua volta eram tantos, de tantas coisas juntas (natureza, crianças, aviões, animais, falação ao longe...) que quando fundiam em seu ouvido, acabavam que se dissipando ao fim dos seus tímpanos em nada. Nada que se pudesse distinguir ou nomear. Nada que se pudesse querer ouvir, admirar. O que estaria acontecendo a sua volta? O que estaria acontecendo por dentro? Dentro de seus pensamentos, do lado interno de seu peito. Com seu coração...

... Enquanto subia as escadas, pensava em muitos momentos. A cada degrau, um suspiro mais longo, um piscar mais lento, um taquicardia de usurpar o fôlego. O fato de estar ali, já a inquietava. As lembranças do seu passado eram muito claras, as emoções da mesma, já a faziam sentir-se mais "down" que o habitual. Não por serem lembraças tristes, e nem por não serem excitantes demais, afinal, eram ambas ao mesmo tempo. O que a deixava assim, era não saber discernir qual mais. Se por estar ali, se por voltar lá, tudo estava confuso demais. Quando abriu a porta do sótão, os filetes de sol atravessavam os vãos da porta da sacada, fazendo fachos de luz por todo o cômodo. As minusculas partículas de pó, estavam nítidas flutuando entre os raios, pareciam dançar para recebê-la. E embora isso fosse apenas a imaginação fértil dela, a ideia de ser recebida com festa, a fez sorrir. Ficou ali de pé por alguns minutos, observando atentamente o balé de todo aquele pó, que aos seus olhos, mais pareciam porpurinas do que particulas, que se atiçaram com o movimento brusco ao abrir a porta. Dado certo tempo, visualizou movimentos mais delicados, e o tal pó, agora era parecido com rastros. Como se algo passasse por ali e deixasse sua marca. Na hora pensou nas fadas. Seriam? Lentamente fechou os olhos, e ao abri-los novamente a dúvida se dissipou tão rápidamente quanto a certeza. Viu passar rapidamente diante de seus olhos, uma sombra. Era uma fada? O rastro ficará nos filetes de luz,é claro que aquilo não era somente poeira acumulada, não poderia ser. Não ali, não naquele lugar que fora por tantos e tantos anos, magico, não ali, no palco de seus contos, nos esconderijos de seus sonhos. Era mesmo o " de pirlimpimpim". Assim que se deu conta do fato, seu coração bateu acelerado, e achando estar somente pensando, murmurou num tom um pouco mais alto. "Porque não mais as vejo?" 

(Silêncio) 

Levou as mãos contra os olhos, respirou o mais fundo que pode, mas devagar, bem d e v a g a r. Nada! Não viu nem ouviu nada. Frustrada caminhou até a porta da frente, e abriu as duas partes da porta. O sol invadiu de vez acabando com os filetes e com talvez, o suposto "bailar das fadas". As folhas estavam por toda a sacada. Secas, velhas, sem vida, estavam como ela, apagada. Levou a palma da mão ao acento de uma das cadeiras, bateu as folhas e a poeira e sentou-se. Do ponto em que estava, podia ver quase todo o condomínio. As montanhas ao longe, onde quando criança com os amigos, fazia piquenique. As árvores aonde subia pra se esconder quando brincavam de esconde esconde, ou quando queria fugir de um castigo, de uma bronca, ou de algo que momentaneamente não sabia como resolver. As ruas aonde aprendeu a andar de bicicleta, pular mãe da mula, o banco aonde brincavam todos os verões de "pêra-uva-maça-salada mista", o fim da rua, a rua sem saída, o lugar aonde deu seu primeiro beijo apaixonado. As casas dos amigos com quem passavam as férias, fins de semanas, a casa de sua avó, aonde morou, aprendeu, cresceu. A sua casa... a casa em que morou. (este ponto lhe rendeu muitas pausas, muitos suspiros, segurou pra não chorar, segurou o riso, não conteve seus sentimentos e num repente, fazia tudo junto sem conseguir retomar o juízo) Sacudiu a cabeça, esfregou o rosto, levantou-se e apoiou os cotovelos na varanda. Se deu alguns minutos pra recompor as emoções, e assim que se sentiu outra vez no controle, olhou para baixo. No lugar do lago, uma piscina, as ruas estavam cheias de postes e luzes, e ao invés das lareiras de antigamente, saídas de ar-condicionado. As casas tinham se multiplicado, era comum agora, o barulho de freadas e buzinas. Embora fossem menos que nas grandes metrópoles, já tinham alcançado aquela cidade. As estradas não mais eram de terra, o asfalto avia chegado até as áreas rurais e a cada cem metros, tinha um orelhão (sim, existem torres de celulares por lá, mas graças a Deus, o sinal ainda é bem fraco).  Ela olhava indignada para tudo aquilo. Revoltada talvez. Por mais que aquele lugar fosse parte dela, fosse o lugar aonde ela passou a maior parte de sua vida, o lugar aonde construiu emoções, aonde muitas vezes perdeu suas razões, não parecia ser lá,não parecia ser o cantinho pra aonde ela sempre corria, quando queria fugir, se esconder, escapar. A árvore gigante que subia, quando pequena, agora lhe parecia tão pequena, não parecia mais um lugar tão seguro pra se esconder. O milharal no fim da rua sem saída, já não era mais assustador, como lhe parecia ser aos 8 anos. As ruas não tinham nada, nada além de pedras e canteiros. E por mais que andasse e percorresse os quatro cantos por horas, não encontraria mais ali, a essência do querer, a vontade de encontrar, o desejo do aprender. Nenhuma das ruas lhe chamava mais a atenção como foi outrora. Estavam todas mortas. Estava tudo morto.


O que aconteceu com o "era uma vez...". Aonde estavam os duendes? Quem silenciou o uivo do lobisomem? Para onde foi a Bruxa má? Porque não mais se ouviam barulhos estranhos no meio da mata? Porque ela não sonhava mais? Porque ela não acreditava mais nas pequeninas fadas? 

Teria Ela, se curado do "Complexo de Cinderela"? Teria Ela enfim, crescido? Aquelas perguntas a sufocavam. Era como se ela tivesse saído de um choque anafilático. Mas porque, porque naquele dia? Teve tanto tempo pra crescer, passou por tantos momentos que fatidicamente a fariam amadurecer. Atravessou tempestades, lutou contra demônios, superou e ultrapassou obstáculos, se fez mulher diante da vida, sem perder a graça de ser menina. O que estaria acontecendo com todos os seus princípios? Eram perguntas demais, pra resposta nenhuma. E quanto mais ela se questionava, mais perdida nas perguntas se via. Pensou em pular, mas tinha muito medo de altura. Pensou em descer as escadas, mas estava tão tomada pela nostalgia, que até pra se levantar, faltava energia. Pensou em gritar por alguém, mas ao mesmo tempo que queria ajuda, queria ficar sozinha. Então resolveu por não fazer nada. E este nada, levou mais algumas horas que embora parecessem não passar, seguiram com ela arrastadas. E enquanto o azul anil perdia espaço para o negro, seu coração que antes parecia pesar toneladas, como a meia lua que surgiu no centro do céu, se igualava. Parecia mais leve, batia mais calmo, tão lentamente que se não fosse pelo seu respirar, acusaria um óbito, certamente.

Enquanto ficou ali com suas memórias. Se deu conta do que de fato estava acontecendo com ela. Não deixará de ser criança, nem tampouco tinha crescido (não completamente). Só estava amadurecendo. Estava deixando seus medos, e deixar o medo se esvair de dentro, a fez sentir medo. Estranhamente compreendeu que tudo aquilo que acreditava, que fazia questão de acreditar, eram apenas maneiras que encontrava de lutar. Lutar contra seus maiores temores, seus receios. Depositava sua fé nos contos e fabulas, pra ter algo com que se defender. Compreendeu que suas utopias, nada mais eram do que campos de força. Como aquela redoma de vidro que o Pequeno Príncipe colocou em sua Rosa. Os duendes, o lobisomem, a bruxa, os bichos que rastejavam na mata... estavam lá porque ela os colocará lá. Viviam ali, porque ela, lhes dava vida. Ela não era mais uma menina, não só. Não tinha mais que temer, não precisava mais sentir medo. Não de suas fantasias. Estava livre, livre de todos aqueles fantasmas. Estava cheia de novas sensações, estava se dando espaço para novas emoções, mas porque, ainda assim... sentia-se tão vazia? Será que deixar toda aquela fantasia se esvair e sumir no tempo com sua infância, iria mesmo fazê-la mais forte, iria mesmo ajudá-la a crescer de vez? Será que havia chego o momento de se tornar mulher completa por dentro, tanto quanto já há muito, era por fora? Quem sabe!? O que se tem certeza, é que sempre que ela vai até lá, até aquele lugar aonde ela chama carinhosamente de sua "Neverland" particular, ela volta diferente. Diferente de quem foi, de quem é, de quem quer ser.Volta sempre deixando uma parte dela por lá. Talvez pra que um dia, aja um ponto de restauração, onde ela possa voltar e recomeçar. Talvez pra que quando finalmente ela consiga dizer que não acredita em mais nada, que não quer e não sonha com mais nada, ela possa ter na parte que lá ficou, um fio de esperança, uma luz no fim do túnel, uma senha secreta que a faça voltar de dentro do poço que por si só, se atira quando não consegue encontrar saídas. Talvez porque a metade dela que lá fica, seja a parte mais forte, mais madura, mais crescida. A parte dela, que não deixa de acreditar em fadas, que mesmo sendo a mulher mais forte, jamais deixará de ser também, a sua metade menina.
Por. Bell.B

10 de outubro de 2012

Pares

 (Ele)
... muitas palavras foram ditas naquele silêncio que pairou diante deles no exato instante que o relógio marcou duas horas, dois, duas, sempre gostaram dos pares, aquele silêncio poderia ser intitulado "o silêncio dos pares" caso fosse uma música. No entanto uma música muda não teria aceitação nem mesmo a compreensão do grande público, assim, aquele canto, aquela ode, ficou restrita apenas aos dois, aquele silêncio tão deles. Que dizia tanto com nenhuma palavra reverberando o ar, apenas reverberando dentro deles. 2:04. Par.
Por. LFM

(Ela)
Muito foi dito, sem nada ser preciso falar. Nem mesmo os olhos precisaram se cruzar. Havia sincronismo no pensar, no querer, no digitar, e há quem diga... até no respirar. Eram mistos e mistos de necessidades, expandindo no tempo, espalhando-se pelas horas, atravessando os dias como um vírus, como uma praga dessas em que não se encontra cura. De um lado ela e suas dores, do outro ele e seus remorsos. Quem cederia? Quem daria o primeiro passo? Quem decidiria em discar e quebrar o silêncio com um simples "alô"? Quem assumiria a si mesmo, primeiro, a falta que o outro fazia/faz? Quem de nós dois? Dois!? Nós... A acentuação do texto um do outro, a rima do verso nem sempre solto, o núcleo do texto complexo, muitas vezes desconexo, o suspiro entre uma linha e outra. A saudade presa no tempo, cravada, marcada, quase um par perfeito. Assumindo o amor um pelo outro, outra vez e de novo as 2:18. O Par/Perfeito.
Por. Bell.B

Guardados

Hoje coloquei a mão sobre o coração e senti ele bater um pouco mais apressado, e ansiosa e inquieta que sou, fui remexer meu passado. Encontrei entre perdidos uns tesouros guardados. Ah este estimado e sem preço artefato, item sem valor e ao mesmo tempo tão mágico. Com as mãos tremulas, apanhei o primeiro retrato...Tão doce e lindo, porém sem passado, não tenho memória dos meus primeiros passos. Mesmo assim o coração bateu acelerado, sei que aquele momento foi inesquecível aos olhos dos que me fitaram. Com carinho, coloquei-o sobre a cama e apanhei um outro, desta vez um tanto amargo. Neste tinham alguns sorrisos tortos, abraços nem tão apertados, os "famosos amigos de fases". Supostas pessoas a quem abdiquei carinho e em troco recebi descaso. Muitas histórias pra contar, tantas outras pra deletar da memória, vontade até de nem ter tido uma história ao lado de muitos, e de ter tido mais tempo com outros, com quem realmente valesse apena ter o que recordar. Segurando a frustração entre os dedos, avistei atrás dela uma imagem tão bela quanto dolorida. Uma dor tão latente quanto quase esquecida. Entre o salgado das lágrimas saudosas e o doce pensar, me vi no colo daquele que muitas noites me fez dormir à ninar. Tomada por nostalgia, me pus a chorar. Como dói a saudade daqueles que não podemos mais alcançar, daqueles que não estão a distancia de uma "carta", próximos pela modernização dos "sms's", acessíveis por uma simples "ligação"... Como dói em meu peito, não ter como agradecer pelos momentos maravilhosos que me proporcionaram, não poder mais desejar um simples bom dia, não ter mais a possibilidade de mostrar o quanto os amava apenas com o olhar, sem precisar escrever rimas. Como me dói, ter sido tão egoísta, hoje penso que poderia ter dito muito mais vezes "te amo" e ter usado bem menos os meus tons de "ironia".  O tempo passa rápido demais, a vida nunca espera. O destino dita as normas nós quebramos as regras. Nascemos, Crescemos, Aprendemos e Partimos... (ou muitas vezes partimos sem aprender...)

E para os que ficam... Uma singela foto é porta e a lembrança é a chave para o mundo mágico do reencontro. Através delas seguimos recordando, rindo com os que continuam ao nosso lado além dos retratos, chorando de saudade por aqueles que só nas imagens ficaram, sofrendo num misto louco de saudade e impotência, por não poder mudar o passado,  por cada momento que passou e naquele papel ficou imortalizado!
Por. Bell.B

9 de outubro de 2012

Que Seja Eterno

 ... Alguns dias de você, inteira. Pouco, perto do quanto te amo. Nada, comparado ao quanto te quero. Aceito agora, o que é possível. Sem deixar de dizer, que não me canso. Cruzo os dedos, para que seja eterno. Que a pressa fique de lado. E que o fim, fique longe. Bem longe, até ser esquecido. Que a felicidade seja simples e constante. Que seus olhos sejam meus, em todas as manhãs. Assim como seu beijo. Seu corpo. E todo resto. E você toda.
Desconheço Autoria 

...

 Se eu falasse através dos meus sorrisos vocês ouviria o quanto eu sou uma pessoa melhor quando estou ao seu lado. Se os meus olhos fossem uma tela de cinema eles projetariam aquelas cenas que não saem da minha cabeça. Você sorrindo, você dormindo, você se fazendo de desentendida, você me abraçando ( ... ) apenas a sua tão necessária existência. Se dos meus dedos saíssem luzes de satisfação, quando eu tocasse o seu rosto um arco- íris se formaria imediatamente. Se essas minhas palavras se tornassem estrelas e essas pudessem ser lidas por você, eu poderia te alcançar nesse infinito amor distante.
Desconheço Autoria 

Nada Mais



Eu queria tanto que você entendesse.
Que muito de mim tem você e que sonho seu sonho há tempos.
Que ando na praia por cima de suas pegadas.
Que em mim corre seu sangue.
Que respiro seu ar e mais nada.
Por. Luis Fernando Veríssimo 

3 de outubro de 2012

Tão Perfeito

Aquele sorriso bobo, faceiro, esculpido em sua face, e ainda que casual, era tão perfeito. E não era perfeito por estar carregando alegria, prazer, nem tampouco satisfação.  Não era perfeito por ter junto a ele, dentes alinhados, um contorno de lábios invejável, não... Não por isso. Era perfeito, porque o sorriso no rosto dele, nada mais era, que o reflexo da alegria que ela sentia quando estava com ele.
Por. Bell.B

Meu Amor

Escutei que eu era a soma dos teus caprichos, mais uma pra enfeitar a prateleira do teu ego, fazer volume entre suas coleções libidinosas. Isso “me fez pensar”. Eu tenho que rir quando vejo, leio, escuto esse tipo de coisas por ai. Porque as pessoas se incomodam, se irritam, invejam os sentimentos dos outros? Porque elas perdem seus tempos gorando, o que também, poderiam estar vivendo? Porque a maioria das pessoas, são tão EGOÍSTAS, quando o assunto é o amor dos outros? Eu tenho um recado a quem teve a ousadia de cronometrar o que sinto. Eu vou lhes falar sobre o amor, mas não o amor que vocês conhecem ou pensam SENTIR, eu vou falar sobre o MEU AMOR, o nosso amor, o AMOR da Menina de Asas... este é um amor diferente, é um amor que faz pensar e não se executa. É um amor que nasceu de superações e não de demonstrações, este é aquele AMOR que fervilha entre os corpos, que consome a saliva um do outro, que invade a privacidade e viola o íntimo mais íntimo em cada um de nós. (Entre nós) Que devora toda e qualquer coisa que tente separar, limitar, definhar, APAGAR de nossas mentes o que só o nosso coração... “porque por nós (UM SÓ PULSA)" ...sem memória é capaz de guardar, é capaz de revigorar, de adormecer e ACORDAR. O AMOR, quem explica, quem define, quem diz saber como e o que é que se passa entre NÓS (Não nos Conhece). Só nós somos capazes de dizer o que sentimos, isso quando conseguimos. Porque muitas vezes as palavras somem e o que fazemos é só nos olharmos e nada mais é preciso. Ninguém pode subjugar ou avaliar um amor pelo que vê ou pensa conhecer, só quem tem no outro a sua metade é que pode dizer, falar, interpretar o que o outro quer realmente dizer sem precisar falar... Isso é amor, esse é o meu AMOR, um amor limitado, restrito, DIRECIONADO a carne, aos sentidos, a ALMA daquele que me adoece pela falta, que me cura com sua chegada, que adormece-me quando longe, que desperta-me quando se aproxima, que me MATA quando ausenta-se, que me MANTÉM VIVA quando olha nos meus olhos, quando só sorri, quando diz sem efeitos ou rodeios o quanto eu sou importante por só e nada mais... existir.
Por. Bell.B

Encanto

 Descrever não consigo todo o encanto, e a grandeza do amor que nos envolve, que nos prende, arrebata e absorve, nessa ânsia de nos querermos tanto. Grande demais para caber num verso; demais sublime que ultrapassa a mente; forte bastante que me torna crente, de que chega a vibrar pelo Universo. Esse amor é o tudo que me prende à vida, a razão que me faz viver contente, mesmo nas horas de uma dor sofrida. Mas retratá-lo, nunca! É impossível à minha mente - por mais que ela tente - descrever o que faz-se indescritível.
Por. Sá de Freitas

Segredo

 Meu coração é como a boca, fala. Só tu entendes tudo o que ele diz. A palavra que é doce e que te embala, que te agasalha e que te faz feliz. Basta que para ouvires o que eu digo apertes teu ouvido no meu peito: meu coração irá falar contigo, como se a boca é que o tivesse feito. 
Por. Théo Drummond

Quantas Vezes

Quantas vezes andei te procurando... Não sei, não contei. Não percebi que te procurava. Te queria sem saber, te sabia e te amava sem querer. Te sinto minha, te quero minha. Sempre. Sei que mais do que tudo, te quero comigo. Quero te ver feliz em minhas manhãs, ver teu despertar, teus olhos me encontrando, tua boca me deixando sentir teu primeiro gosto, teu hálito quente e teu cheiro de sono. Me misturar com teu sonho, sem saber ao certo se já desperto. Sentir teus suspiros, ao meu toque, e ao beijar o teu corpo todo. Teus gemidos, a cada movimento mais brusco enquanto sacio minha fome de você. Te quero e te chamo, e por fim, e sem chances, simplesmente te abraço, e deixo minha mão na tua, na calma de dois em um só. Porque já te encontrei, porque você sempre fez parte de mim. E por um querer do destino, nossa união teve seu tempo certo para acontecer.
Por. Samara Morando

Soneto

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Por. Vinicius de Moraes

Luz

 Tira-me a luz dos olhos - continuarei a ver-te, tapa-me os ouvidos - continuarei a ouvir-te. E, mesmo sem pés, posso caminhar para ti. E, mesmo sem boca, posso chamar por ti. Arranca-me os braços e tocar-te-ei com o meu coração como se fora com as mãos. Despedaça-me o coração - e o meu cérebro baterá. E, mesmo que faças do meu cérebro uma fogueira, continuarei a trazer-te no meu sangue.
Por. R.M Rilker

Seremos

E desde então, sou porque tu és.
E desde então és, sou e somos...
E por amor... Serei... Serás... Seremos.
Por. Pablo Neruda

Eterno

 
Fico acordado só para ouvir teu respirar, desejando perder-me em teus sonhos, clarear meu noturno no brilho de teu sorriso e viver uma eternidade inteira assim. Cada momento a teu lado é um eterno sem fim, meus olhos não querem nem piscar para não te perder um instante sequer. E para sempre quero viver assim. Em tua cabeça perdendo meu juízo, sentindo em meu peito teu coração bater. E todo o sempre seria pouco para caber todo esse amor. E todo o sempre seria pouco para te dar todo o carinho que tenho guardado. E todo o sempre seria pouco para matar toda minha fome de teus beijos.
 
                                               Faz de meus braços tua morada.
  
E todo o sempre seria pouco para o silencio gritar os ecos de meu desejo. E todo o sempre seria pouco para minha carne saciar-se de ti. E todo o sempre seria pouco para o universo entender como é doce amar (e ser amado) assim.
Por. Alex Simas

Rei?

 (...)
Quem é você que me dá tudo, que eu devoro tudo, que eu adoro tudo, que arranca a pele, que cubro de beijos, que apaga a vela, que provoca incêndios, que espanta os vizinhos, que pede mais do que eu posso dar, que me deixa louco, que fez nascer em mim o que eu jamais pensei existir, que tortura e lambe tudo que resta de mim e mesmo assim me faz REI?
Desconheço Autoria

Ela é...

 Ela é uma mulher misteriosa e isso a torna perigosa. É Esfinge e finge perniciosa. Transmuta na loba e na cadela. Late gostoso, pica, injeta o veneno e goza. Ela é o vício da papoula, da trilha de cânhamo e pira. Ela mexe com os instintos... Os mais primitivos... Ela grita, ela morde. Comigo, ela fode como ninguém... É dama, donzela e cortesã nas horas vagas. Tudo pra mim. Ela é libido e lanha a lua minguante. Se toca no corte e se assanha. Ela é a dona dos horizontes, e por fim, se mostra delicada, se dá, se morde e se entrega. É o veneno escorrido da pele que se derrama. Ela é a mais santa de todas as mulheres. Ele te tatua de esperma. De saliva. Te alimenta com o "leite puro". Jorra com vontade na tua boca. Mas, esfomeada, nunca sacia. Quer sempre mais o deleite... a proteína dele. E ele não se faz de rogado, entorna mais o bocado do grosso caldo. Te lava por dentro e por fora. Te alimenta no talo. E por momento, acaba com tua gula. Deslizo a sua imagem pelo meu pensamento, o seu cheiro pelo meu sangue, a sua voz, as suas palavras pelo meu desejo. Deslizo as minhas mãos por entre as suas coxas, a minha boca pelos seus lábios, o meu corpo pelo seu. Deslizo, tudo o que pode haver no mundo, e que no entanto somos apenas só nós dois. Deslizar de sonhos, de espaços intermináveis, de amor, paixão incontrolável, Infinito... Deslizo trêmulo, nervoso pelo meu desejo de não deixá-la deslizar por entre as minhas mãos.
Desconheço Autoria

2 de outubro de 2012

Argumentos

 Haverá de não só decifrar, como ser capaz de corromper uma alma, aquele que por linhas disser tudo que sente, sabendo dizer exatamente o que a alma necessita. É muito fácil encantar com gestos, convencer com demonstrações de afeto. Porém a verdadeiro sentimento requer mais argumentos, pois quem fala o que pensa, profetiza suas ideias, já aquele que escreve o que sente, imortaliza o que só uma alma é capaz de saber traduzir. 
Por. Bell.B