25 de janeiro de 2012

Amor e Dor




Vida minha, vida minha!
Se tu pudesses compreender que te quis mais do que jamais poderei entender. 
Que te quis mais do que jamais poderás entender. E ainda assim, se me perguntares o que eu quis, direi : - Não sei, só sei que te quis, muito mais do que aqui eu possa dizer. Muito mais do que eu podia ousar querer. Mas que eu não podia, eu não sabia... Quis teu corpo, fundo dentro do meu Dia e noite, em delicias se acabando. Horas e horas meu nome gritando na loucura, no prazer e na dor (Pois que a dor é parte do amor).


Foram dias e dias, mais que mil dias a me enganar que estavas a sentir-me. Sobrevivi, a engolir meus próprios beijos, fundo, like a thousand kisses deep... E agora vida minha, pedes-me para não fenecer. Como poderia, se me fizeste nascer mas não me ensinastes a sobreviver. Se o teu sopro fértil a muito que não ouço, algo que me tirasse deste estéril fosso logo agora ...


E de pensar que já tentei tanto, tanto ter-te plena, vida minha. Tentei, ainda que desajeitada, correndo sem pernas, voando sem asas. Fiz tantas coisas, algumas em que nem acreditava e se pelo menos eu soubesse, que nada disso adiantava.


É porque te amo tanto, é preciso que eu te diga. Pois vida minha, a morte, de nós, rápido se avizinha e ainda que me doa, doa tanto, não sei se imaginas, digo-te: - Se é teu desejo, viva...
Por. Ed Munch

Terça Modorrenta

Filtro Solar - Pedro Bial
Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você.
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar 
certo... É assim para todo mundo.

Hoje é um daqueles dias em que não importa o que te falem, façam, tentem... nada se encaixa, nada apetece, nada agrada. Nada é na verdade, o que te preenche. E é tão estranho sentir que no fundo, o vazio te completa! 
Por. Bell.B



24 de janeiro de 2012

Oca



Pensou em dezenas de maneiras de responder, arquitetou, ensaiou, até apanhou  o celular e digitou algumas palavras mas... (não enviou) ... sentiu o peito doendo de tal maneira, vozes começaram a atormentar sua cabeça. Desligou tudo que pudesse fazer ruídos. (quaisquer que fossem) TV, Som, Celular, Tel. A janela do quarto estava aberta, o vento sacudia as cortinas, as sombras dominavam o teto do quarto e pareciam projetar uma série de imagens, causando nela arrepios. Tentava não pensar, lutava pra se concentrar no vazio. Estava vazio. Tudo estava. Ela, inteira parecia oca. Os raios começaram a dançar no Céu, os trovões pareciam gritar com ela. Levantou, ligou o computador, clicou em uma de suas pastas (aleatoriamente) e então a música começou a tocar, e ainda com as lágrimas escorrendo em sua face ela foi capaz de sorrir. Sim... sorrio. Sorrio porque sentiu que embora a canção não fosse pra ela, não tivesse sido tecida baseando-se na vida dela. Ela era perfeita. Parecia ter sido feita pra Ela. Na verdade, pra Ela cantar pra Ele. Então regada as lágrimas, com suas mãos digitando, descontroladas, ao som de fundo, a resposta.

Atravessou a noite devagar e sorrateira á ansiedade e me sussurrou ardilosamente... (Afaste-se) Subiu-me pelo corpo, arrepios, e fez-me tremer à ponto de não suportar manter-me de pé, mas de dentro algo gritou... (Não pare) Dentro de um estagio chamado tempo, fixado á parede do meu quarto, fitei os ponteiros, que devolviam-me devorando-me a coragem, os minutos que me restavam e no silêncio que fiz, escutei... (Desista)

Mas era pra mim, tão mais prazeroso que sofrido, sentir-te gotejar em doses quase que suspensas e ter-te á violar-me a veia em curtas e espaçadas overdoses de presença, que encarei aquele que me desencorajava e retruquei... (Apetece-me senti-lo pingar lento do que não mais sentir) E confusa, agora, não mais compreendo o significado da palavra “dor”, esta que causa-me prazer e a complexidade de não mais nada entender, deixa-me aflita... Porque o veneno que me percorre o corpo, goteja de ti e chega como antídoto em meu coração nomeando-se... FORÇA. 
Por. Bell.B

22 de janeiro de 2012

É Assim


E é assim, assim tão simples como sentir o ouriçar da pele entre um sussurro e outro a dizer as mesmas palavras. Aquelas que soam sempre como se fossem ditas pela primeira vez. Sim, é assim casualmente premeditado, porque eu sei exatamente o que vou sentir ao te ver, mas sempre sinto o coração descompassado, a respiração ofegante, o juízo deletado. Sempre e todas às vezes que meu olhar encontra ao teu. Não, não pode ser evitado, não tenho como controlar o tempo, dominar meus sentidos, ir, vir, anteceder, retroceder... É o caralho, espero e só posso sentir as horas cortarem-me por dentro, eu não tenho como evitar e sem ti, vou desfalecendo. É assim, é simplesmente assim que me sinto na tua falta, com falta de ar, sem palato, sem rumo, sem tato... sem vida!
Olho, busco, respiro... sobrevivo, porque espero minguando o próximo raiar do dia, e em prece peço sem vergonha de clamar, implorar, suplicar a Deus, traga-o de volta, devolva-me o homem que amo. Sim, pode ser que seja uma estratégia em forma de oração, pode ser que eu esteja sendo egoísta ao pedir a sua presença, mas só desta forma, só dessa maneira encontro saída pra não morrer, pra continuar viva, porque minha vida não depende de mim, ela vive de você.
Por. Bell.B

As Estrelas


Deus... as Estrelas Cadentes (Perdida) sei que não estas aqui agora, mas eu precisava vir aqui. Vim, fui, liguei e desliguei essa merda... Voltei. (Inspiro) Sei que você avisou que não voltaria, mas eu...eu... eu queria tanto te contar meu desejo. (Respiro) Queria ter visto uma Estrela Cadente, e ela ter me visto! (e assim eu teria um pedido) e assim, certamente eu pediria que tu me ouvisses, que escutasse-me nesta hora, esta maldita hora que agora, atravessa-me tão violentamente, fazendo-me tão inquieta e tão infantil, a ponto de me fazer desejar que o mundo acabe. Sim! Um desejo egoísta, afim de terminar com a minha agonia... Logo me repudio por desejar tal feito, pois falta tão pouco pra que seja manhã e então a tortura perdurara por mais algumas horas e enfim terei em meus olhos paz. Ah Sim! E então estarás Tu diante de mim, dando cor a minha retina, tecendo sorrisos em minha face, fazendo-me chorar de alegria. (Suspiro) Estará então de fato comigo, porque mesmo quando não... Está! E será impossível controlar a respiração e sequer terei as rédeas da situação, diante de ti, ali... Tua, a sua mercê, a seus serviços, a seu dispor, não me é de vergonha alguma, nem tampouco pouco faço questão de mostrar-me superior, não quero glórias, nem desejo luxo, que sumam todos os valores do mundo, que a matéria se funda em Terra... Nada a minha volta importa, nada além de Ti, tem valor. É só você, você! (E busco no céu um risco de luz, e oro pra que seja uma Cadente, suspiro, choro, clamo... Dê me um pedido Senhor... respiro.) É você, tudo o que eu quero... é você tudo que eu preciso.
Por. Bell.B

Absurdo


Era absurdo. Quase podia ofender os sonhos alheios, porém... A troca de olhares naquele instante era como se as retinas captassem todos os segredos um do outro. Como se escondessem algo nos ossos, não deles, mas dos outros, do mundo. Aquele mundo sujo, que por tanto, envenenou o sangue, a carne, mas não a ALMA deles. Esta permaneceu intacta, perdurou calada, e certa de que a hora certa chegaria. Ela nunca, jamais foi corrompida pela inveja, pelos não amados, pelos infelizes.O destino fez com que, sofressem calados, hora juntos outras separados. E era assim o segredo do tempo ou da vida, do destino que pra eles estava guardado. Algo que não podia ser dito aos outros antes e que agora se rompe como uma represa sem comportas sustentáveis. O momento pede certo silêncio, escutem... Contemplem, admirem o som que faz o que sentimos, sem se quer precisarmos dizer! Porque o que nós sentimos um pelo outro não pode ser entendido, explicado ou até mesmo traduzido, porque as palavras não suportariam a intensidade da verdade, porque as palavras desconhecem o peso da verdade, porque é tão absurdamente indescritível o que sentimos, que apesar de querer gritar ao mundo o que sinto, ainda prefiro que meus olhos te digam, sem precisar nada ser dito.
 Por. Bell.B

18 de janeiro de 2012

Atônita


Sabe... "suspira" (seu silêncio me deixa maluca) e só não piro de vez, porque (teus sussurros) são constantes no pé do meu ouvido! af... te amo tanto é tanto que eu te amo. A noite chega, você não vem (eu já sabia), recosto na cama, fecho os olhos... (não quero ver ninguém)


Repousa ela, o que sente (por não poder evitar) Apaga-se? Morre? Adormece? Nem ela sabe, ou sabe e não entende (só respira)... Busca ali, parada à espera. E como busca se não vai? Não sabe, mas espera, e espera por que sabe que o que sente não foi, ainda não esta, mas é certo que vem. Então ela fecha os olhos e como "num coma profundo", deixa que o mundo a sua volta gire. (ela não quer girar, quer ficar ali, parada) Não, ela não quer, e ela não vai, porque ele não esta aqui, e sem ele (ela é vazia) ela fica... (não mais respira) adormece!
Por. Bell.B

Faz me Falta



Me come, me devora, me mata lenta e impiedosamente, falta, (falta) vontade, força, querer, tudo que tenho, está com você. (pensa ela... Volta!

"Volte antes que eu não sobreviva... antes que eu não aguente mais e entregue-me"

Procuro o que fazer, tento ocupar-me, pra acalmar meu coração, mas nada que eu faça é capaz de me fazer sentir menos. Nada é capaz de me fazer esquecer... esquecer cada sorriso teu, cada bronca, cada um de nossos momentos. Aperto as mãos, fecho os olhos, respiro P A U S A D A M E N T E não controlo, não consigo, e mais uma noite choro, te amo, te amo tanto... "dói". E não sei o que dói mais, se a falta que me faz ou se a dor que sua falta me faz sentir. 
Por. Bell.B

Fones



Apanha os fones na bolsa, conecta-os... desliga do mundo. (como sempre faz quando quer fugir de tudo) Foda-se, ela não quer saber o que acontece a sua volta, nem quer saber o que rola lá fora, agora(só) ela esta com ele... (só) com ele.

Fecha os olhos, sorri docemente, acomoda uma das mãos sobre o peito (sente) bate, bate forte, (bate por ele) só por ele. Respira levemente, tenta não chorar (ela sabe que ele detesta vê-la chorar), mas ela não resiste, chora... chora um choro saudoso. É sente no fundo, a falta que ele lhe faz. Não importando o tamanho do tempo ou espaço, estar longe dele parece lhe causar um profundo buraco.  Pensa ela passando as costas da mão na face, pra limpar as lágrimas (será que ele me perdoa?), perdoa! (diz uma voz ao fundo) E ela sorri entre as lágrimas (e a voz cochicha) ele não fala e nem sempre é visível (mas ele também chora), ela suspira e com os fones, e com as notas, sem perceber diz em voz alta (é essa maldita dor da falta). Ela recosta, adormece, sonha... (Me Acorda).
Por. Bell.B




14 de janeiro de 2012

Como Droga


O dia se foi, a noite logo chegou... Passaram-se dias, desde a última hora em que te vi. Mais uma vez senti aquela sensação horrível de poder não te ter mais aqui.


Um trago
Estranho
Vazio
Frio


Escuta, vê, nada faz sentido. As cartas não casam pares, as peças incrivelmente não se encaixam mais, as cores estão perdendo o tom.


Mais um trago
Outro gole
Pensamentos conturbados


Sempre com canções de fundo, fazendo a trilha sonora da dor incansável, da espera dolosa, do não saber se ele vem, mas ela não vai, ela fica, ela ainda respira o sopro de um talvez. Ah... essas horas passadas, que devoram os meus minutos próximos sem piedade, que me torturam lentamente.


Mais um gole
Outro trago


Perde a conta de quantas tantas pontas de cigarro há no aparo, suspiros soltos, mais uma noite, outra madrugada preenchida do silêncio que ecoa pelo quarto e que por mais uma vez... aperta meu peito.

Toma outro gole
Acende outro cigarro


Não sou mais capaz de explicar e se quer entender as sensações que tenho sentido. É uma somatória de sentimentos sem fim, emoções que se aproveitam de mim... mais ainda assim, espero.


Como uma droga”... Total dependência, tem sido assim, mania, vício e todos esses outros nomes que damos quando “precisamos” de algo pra sobreviver. Viver é fatídico, sobreviver é necessidade, estar VIVA exige de si, mais, muito mais... e assim venho seguindo, alimentando-me de novos ares, caminhando por novos rumos, voltando a sorrir. 
Por. Bell.B

Muita Pressa


Quer saber?! Eu sou péssima em guardar mágoas. Acho que eu não aprendi ou não quis aprender, sei lá. O fato é que, pra falar a verdade, isso não me incomoda nem um pouco. Me economiza tempo, vida e um espaço enorme no coração. Não gosto de ficar me ocupando com ressentimento.É que eu gosto de sentir, não de ressentir.Tem certas coisas que é melhor deixar pra lá. E eu deixo. Eu tenho essa mania, de carregar comigo só o que é bom e o que faz bem; Pra alma e pro coração.Tudo o que não vem acompanhado com um sorriso, faço questão de descartar. A verdade é que não tenho tempo pra essas coisas. Eu ando com muita pressa, vivo com muita pressa, tenho, mesmo, muita pressa! Meu relógio anda sempre adiantado.
Por. Martha Medeiros

Pra Ser Feliz

Porque pra ser feliz é preciso desapego.
 E uma boa dose de amnésia.
Por. Martha Medeiros

Terçã


Perdão se me comporto de forma estranha às vezes, meus impulsos não tem controle e minha boca se entreabre na febre terçã de dizer o que sinto. Ensaio milhões de frases, pratico caras e bocas na frente do espelho. Me olho, te vejo. E quando chegas... não sei o que dizer, não sei como agir, e a única forma que encontro de me fazer entender, é tomando seus lábios pra mim.
Por. Bell.B

Nunca Serei


Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [ ... ] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.
Por. Clarice Lispector

Descoberta



Se pudéssemos ler pensamentos, se todas as formas fossem iguais, se todos os desejos se realizassem com um passe de mágicas... no final, não saberíamos a importância que tem um olhar fixo, o prazer que é deslizar a palma da mão nas curvas do corpo da pessoa amada e nem tampouco seria incrivelmente prazeroso realizar um sonho! O fantástico da vida chama-se descoberta!
Por. Bell.B

Opções


(I)
Ia ela tranqüila e distraída como sempre, com a cabeça no mundo da lua, fotografando com sua retina, flores e brisas, mexendo na pontinha do cabelo sorrindo, com cara de pizza ao mercadinho, quando de repente... (CATAPLUFT) = “Barulho da Fay sendo arremessada a 2 metros do chão” (acontece quando se atravessa uma avenida no farol verde) “PS: Verde para os carros claro”... enfim (Aqui Jaz a fadinha que atravessou a Av. distraída) :s

(II)
Estava ela sentada em sua varanda, com os olhos cansados, a pele não mais tão juvenil e com linhas de lã entrelaçadas aos dedos, fitando o por do Sol, uma visão da qual lhe roubava suspiros, só não mais do que o homem que ela conhecerá a anos atrás, ah sim (suspiros), ele lhe roubava o ar, lhe causava arrepios, lhe fazia sentir viva, tão viva que nem mesmo a morte agora, tão perto... era capaz de lhe assustar. Ela sorria, sentindo que vivera a mais doce e perfeita história que livro nenhum registrou ou que escritor algum foi capaz de tramar, logo ela sentiu que sua hora havia chegado, notou que a trama não mais se fazia em suas mãos, ela não tecia mais, mas agora ela sorria, e caminhando de encontro à paz, era hoje a hora de partir, mas não sentia medo e caminhou até sua tranqüilidade eterna sabendo... que viveu e que partiu ciente de que nunca, ainda que nem sempre perto, houve um momento que fosse capaz de fazê-lo não pensar nela ou que a fizesse esquecê-lo.
Por. Bell.B

Me vê?

Me vê... me vê porque projetei nele o que vejo em você. Cada espaço(espremido), cada palavra(sussurrada), cada imagem(nossa fotografada). Isso chama-se desejo(cantado), vontade(exibida), tesão, na cara, não lavada, na carne quente, apertada, contraída. Me vê... me vê? Me arrastando pra você, me exibindo pra você. 
Semi nua de roupas, despida de mentiras.
Por. Bell.B

A Terra Girou



A Terra girou para nos aproximar, girou em torno de si mesma
e dentro de nós até que finalmente nos uniu neste sonho
 (...)
 "... há um número escondido em cada ato de vida, em cada aspecto do universo. Fractais, matéria... Há um numero gritando, tentando nos dizer algo.Os números são uma porta para entender um mistério que é maior do que nós, como duas pessoas, desconhecidas, acabam se encontrando. Há muitas coisas que tem que acontecer para que duas pessoas se encontrem. De qualquer forma, Isso é que é a matemática. Quantas vidas vivemos? Quantas vezes morremos? Dizem que todos nos perdemos 21 gramas no momento exato de nossa morte. Todos! Quanto cabe em 21 gramas? Quanto é perdido? Quando perdemos em 21 gramas? Quanto se vai com eles? Quanto é ganho? 21 gramas. O peso de cinco moedas de cinco centavos, o peso de um beija-flor. Uma barra de chocolate. Quanto pesam 21 gramas?"

Quanto "pra você" são esses exatos 21 gramas???

[Eugenio Montejo - poema citado no filme 21 Gramas]

Certas Horas


Há certas horas, em que não precisamos de um amor, não precisamos da paixão desmedida, não queremos beijo na boca e nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama. Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado, sem nada dizer...
Por.William Shakespeare

Agora Não Dói



Eu queria te contar que agora não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso.Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei (Ok, chorei). Mas pelo filme, e não por você. Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas, e que as ouço quase todos os dias. (Porque elas me faziam mais falta do que você fez). Os nossos lugares não são mais nossos. Eu já voltei lá com outras pessoas. (Escrevi lá outras histórias)… Eu estou aprendendo a tocar violão e a primeira música que toquei, foi aquela música que era uma espécie de hino pra nós dois. Ela é tão linda… e sim, ela continua sendo muito nossa e lembrando demais você. (Mas ainda sim, não dói). Você não pergunta essas coisas, mas sei que gostaria de saber. (Porque te conheço). E isso não mudou. Do mesmo jeito que adivinhei as coisas ruins que você aprontaria, eu sei as coisas boas que ficaram aí em você e te fazem lembrar de mim. Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. (Mas dá saudade). Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.
Por. Caio Fernando de Abreu

Versos Soltos



Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo... aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim.  Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto.

É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos. É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena.  (...)
Por. Caio Fernando de Abreu

Ela


Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. (…) tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.
Por. Caio Fernando de Abreu