25 de outubro de 2012

Mulher Menina

 Ela é delicada, doce, às vezes um tanto quanto tímida (só às vezes)... Embora já seja uma Balzaquiana muito bem vivida, ainda porta em seu jeito, a delicadeza de uma menina,. Porém, também tem a personalidade tão forte, quanto a de uma Deusa Egípcia.

Ela sorria com tamanha graça e tão naturalmente que muito tranquilamente, roubaria os suspiros dados ao retrato de Mona Lisa. E é de cortar o coração, vê-la em seus momentos depressivos (down's como costuma dizer). Vê-la sofrer, vê-la chorar (ainda que em raras vezes), vê-la recolher-se do mundo, se encolher em si, é de fazer qualquer palhaço, deixar de lado a vontade de fazer alguém rir. Aqueles olhos enormes castanhos escuros, tão brilhantes e aparentemente, donos do mundo. A qualquer sinal de dor, encolhem-se, perdem a pigmentação, a luz, e não é preciso olhá-la nos olhos para enxergar a escuridão. Eles porém, também a denunciam em muitas situações. No fundo de sua alma, do avesso. Somente quem a conhece por dentro, consegue ser capaz de entender seus maiores receios, seus cacoetes, o tom de suas cordas vocais contradizerem seu olhar, seus pensamentos. Muitas vezes se mostra forte, feliz, radiante, mas nem sempre é assim que ela se encontra por dentro. Quando seu espírito esta em paz, ela gesticula freneticamente, atropela ponto e virgula na escrita, fala palavrões sem parar. O mesmo vale para quando esta irritada, nervosa, irada. Mas quando triste não. Quando triste ela não emite sons, não age nem reage, ela não consegue enxergar as cores. Ela não canta (embora jure que "quem canta seus males espanta")... Cantar, ela canta sobre a vida, canta sobre o que sente. Ela canta porque isso a encanta, ela confessa seus segredos por canções. Mulher madura, certa, mirada, decidida. Mulher menina, delicada, pura, graciosa, pequenina. Mulher de sentidos aguçados, de atitudes muitas vezes sem sentido. Mulher tão dura por fora e por dentro, tão sensível. Mulher Menina que Menina Mulher... Dá notas e tons as suas emoções, se faz revelar nas melodias. Cada respirar, cada abrir de olhos, cada novo despertar... é em sua vida, uma nova e divina sinfonia.
Por. Bell.B

24 de outubro de 2012

Having a Coke With You

Tomar coca-cola com você...
... ainda melhor do que uma viagem a San Sebastian, Irun, Hendaye, Biarritz, Bayonne ou que ficar enjoado na Travessera de Gracia em Barcelona.  Em parte porquê nessa camisa laranja você parece um São Sebastião melhor e mais feliz.  Em parte porque eu gosto tanto de você. Em parte porquê você gosta tanto de iogurte. Em parte por causa das tulipas laranja fluorescente contra a casca branca das árvores.  Em parte pelo segredo que nos vem ao sorriso perto de gente e de estatuária. É difícil quando estou com você acreditar que existe alguma coisa tão parada, tão solene, tão desagradável e definitiva como estatuária. Quando bem na frente delas na luz quente de Nova York, às quatro da tarde, nós estamos indo e vindo de um lado para o outro como a árvore, respirando pelos olhos de seus nós e a exposição de retratos parece não ter nenhum rosto, só tinta de repente você se surpreende que alguém tenha se dado ao trabalho de pintá-los. Olho pra você e prefiro de longe olhar para você do que para todos os retratos do mundo, exceto talvez às vezes o Cavaleiro Polonês, que de qualquer maneira está no Frick aonde, graças a Deus, você nunca foi de modo que eu posso ir junto com você a primeira vez. E isso de você se mover tão bonito mais ou menos dá conta do futurismo, assim como em casa nunca penso no Nu Descendo a Escada ou num ensaio em algum desenho de Leonardo ou Michelangelo que costumava me deslumbrar e o que adianta aos Impressionistas tanta pesquisa.  Quando eles nunca encontraram a pessoa certa para ficar perto de uma árvore quando o sol baixava ou por sinal Marino Marini que não escolheu o cavaleiro tão bem quanto o cavalo. Acho que eles todos deixaram de ter uma experiência maravilhosa que eu não pretendo desperdiçar o motivo pelo qual estou aqui falando tudo isso para você.
Por. Frank O'Hara

22 de outubro de 2012

Tempo Perdido

 Todos os dias quando acordo... não tenho mais o tempo que passou.
(Não temos tempo a perder...)
Por. Legião Urbana/Tempo Perdido

Dois

Dois complicados, complexos e totalmente opostos. Mas ela tem alguma coisa que te faz voltar. E você, por incrível que pareça, tem algo que não deixa ela ir.
Por. Lohanny

Surpresa

Então, quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com meus olhos encantados, você encontrará a famosa solidão. A partir daí o que acontecerá, chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima é o tal tempo em que você tanto falava.
Por. Tati Bernardi

18 de outubro de 2012

Neverland

Tinha planejado o passeio, por quase o mês inteiro. O destino já era batido, nada novo ou especifico. Desde os seus 4 anos conhecia aquele lugar. Poderia descrever cada milimetro de terra dê lá, com os olhos fechados. Cada árvore, cada montanha, o ponto exato de cada curva, a entrada certa a cada próxima bifurcação na estrada de terra. Mas sempre que pra lá ia, suas emoções se perdiam dela, entrando num mix de marasmo e nostalgia sem controle. Parecia entrar em um túnel do tempo, ultrapassar dimensões, voltar a pontos exatos de sua vida. Quando estava lá, tudo era estranhamente magico. Os dias pareciam não passavar, o ponteiro sequer avançava um segundo. Tudo parecia paralisado, estagnado. Morto. Não se ouvia o som do vento, as nuvens estavam congeladas como icebergs, o sol mais parecia uma simples luminária, daquelas que tem a luz "abafada" por um adorno qualquer de tecido estampado engomado e cafona. Os ruídos a sua volta eram tantos, de tantas coisas juntas (natureza, crianças, aviões, animais, falação ao longe...) que quando fundiam em seu ouvido, acabavam que se dissipando ao fim dos seus tímpanos em nada. Nada que se pudesse distinguir ou nomear. Nada que se pudesse querer ouvir, admirar. O que estaria acontecendo a sua volta? O que estaria acontecendo por dentro? Dentro de seus pensamentos, do lado interno de seu peito. Com seu coração...

... Enquanto subia as escadas, pensava em muitos momentos. A cada degrau, um suspiro mais longo, um piscar mais lento, um taquicardia de usurpar o fôlego. O fato de estar ali, já a inquietava. As lembranças do seu passado eram muito claras, as emoções da mesma, já a faziam sentir-se mais "down" que o habitual. Não por serem lembraças tristes, e nem por não serem excitantes demais, afinal, eram ambas ao mesmo tempo. O que a deixava assim, era não saber discernir qual mais. Se por estar ali, se por voltar lá, tudo estava confuso demais. Quando abriu a porta do sótão, os filetes de sol atravessavam os vãos da porta da sacada, fazendo fachos de luz por todo o cômodo. As minusculas partículas de pó, estavam nítidas flutuando entre os raios, pareciam dançar para recebê-la. E embora isso fosse apenas a imaginação fértil dela, a ideia de ser recebida com festa, a fez sorrir. Ficou ali de pé por alguns minutos, observando atentamente o balé de todo aquele pó, que aos seus olhos, mais pareciam porpurinas do que particulas, que se atiçaram com o movimento brusco ao abrir a porta. Dado certo tempo, visualizou movimentos mais delicados, e o tal pó, agora era parecido com rastros. Como se algo passasse por ali e deixasse sua marca. Na hora pensou nas fadas. Seriam? Lentamente fechou os olhos, e ao abri-los novamente a dúvida se dissipou tão rápidamente quanto a certeza. Viu passar rapidamente diante de seus olhos, uma sombra. Era uma fada? O rastro ficará nos filetes de luz,é claro que aquilo não era somente poeira acumulada, não poderia ser. Não ali, não naquele lugar que fora por tantos e tantos anos, magico, não ali, no palco de seus contos, nos esconderijos de seus sonhos. Era mesmo o " de pirlimpimpim". Assim que se deu conta do fato, seu coração bateu acelerado, e achando estar somente pensando, murmurou num tom um pouco mais alto. "Porque não mais as vejo?" 

(Silêncio) 

Levou as mãos contra os olhos, respirou o mais fundo que pode, mas devagar, bem d e v a g a r. Nada! Não viu nem ouviu nada. Frustrada caminhou até a porta da frente, e abriu as duas partes da porta. O sol invadiu de vez acabando com os filetes e com talvez, o suposto "bailar das fadas". As folhas estavam por toda a sacada. Secas, velhas, sem vida, estavam como ela, apagada. Levou a palma da mão ao acento de uma das cadeiras, bateu as folhas e a poeira e sentou-se. Do ponto em que estava, podia ver quase todo o condomínio. As montanhas ao longe, onde quando criança com os amigos, fazia piquenique. As árvores aonde subia pra se esconder quando brincavam de esconde esconde, ou quando queria fugir de um castigo, de uma bronca, ou de algo que momentaneamente não sabia como resolver. As ruas aonde aprendeu a andar de bicicleta, pular mãe da mula, o banco aonde brincavam todos os verões de "pêra-uva-maça-salada mista", o fim da rua, a rua sem saída, o lugar aonde deu seu primeiro beijo apaixonado. As casas dos amigos com quem passavam as férias, fins de semanas, a casa de sua avó, aonde morou, aprendeu, cresceu. A sua casa... a casa em que morou. (este ponto lhe rendeu muitas pausas, muitos suspiros, segurou pra não chorar, segurou o riso, não conteve seus sentimentos e num repente, fazia tudo junto sem conseguir retomar o juízo) Sacudiu a cabeça, esfregou o rosto, levantou-se e apoiou os cotovelos na varanda. Se deu alguns minutos pra recompor as emoções, e assim que se sentiu outra vez no controle, olhou para baixo. No lugar do lago, uma piscina, as ruas estavam cheias de postes e luzes, e ao invés das lareiras de antigamente, saídas de ar-condicionado. As casas tinham se multiplicado, era comum agora, o barulho de freadas e buzinas. Embora fossem menos que nas grandes metrópoles, já tinham alcançado aquela cidade. As estradas não mais eram de terra, o asfalto avia chegado até as áreas rurais e a cada cem metros, tinha um orelhão (sim, existem torres de celulares por lá, mas graças a Deus, o sinal ainda é bem fraco).  Ela olhava indignada para tudo aquilo. Revoltada talvez. Por mais que aquele lugar fosse parte dela, fosse o lugar aonde ela passou a maior parte de sua vida, o lugar aonde construiu emoções, aonde muitas vezes perdeu suas razões, não parecia ser lá,não parecia ser o cantinho pra aonde ela sempre corria, quando queria fugir, se esconder, escapar. A árvore gigante que subia, quando pequena, agora lhe parecia tão pequena, não parecia mais um lugar tão seguro pra se esconder. O milharal no fim da rua sem saída, já não era mais assustador, como lhe parecia ser aos 8 anos. As ruas não tinham nada, nada além de pedras e canteiros. E por mais que andasse e percorresse os quatro cantos por horas, não encontraria mais ali, a essência do querer, a vontade de encontrar, o desejo do aprender. Nenhuma das ruas lhe chamava mais a atenção como foi outrora. Estavam todas mortas. Estava tudo morto.


O que aconteceu com o "era uma vez...". Aonde estavam os duendes? Quem silenciou o uivo do lobisomem? Para onde foi a Bruxa má? Porque não mais se ouviam barulhos estranhos no meio da mata? Porque ela não sonhava mais? Porque ela não acreditava mais nas pequeninas fadas? 

Teria Ela, se curado do "Complexo de Cinderela"? Teria Ela enfim, crescido? Aquelas perguntas a sufocavam. Era como se ela tivesse saído de um choque anafilático. Mas porque, porque naquele dia? Teve tanto tempo pra crescer, passou por tantos momentos que fatidicamente a fariam amadurecer. Atravessou tempestades, lutou contra demônios, superou e ultrapassou obstáculos, se fez mulher diante da vida, sem perder a graça de ser menina. O que estaria acontecendo com todos os seus princípios? Eram perguntas demais, pra resposta nenhuma. E quanto mais ela se questionava, mais perdida nas perguntas se via. Pensou em pular, mas tinha muito medo de altura. Pensou em descer as escadas, mas estava tão tomada pela nostalgia, que até pra se levantar, faltava energia. Pensou em gritar por alguém, mas ao mesmo tempo que queria ajuda, queria ficar sozinha. Então resolveu por não fazer nada. E este nada, levou mais algumas horas que embora parecessem não passar, seguiram com ela arrastadas. E enquanto o azul anil perdia espaço para o negro, seu coração que antes parecia pesar toneladas, como a meia lua que surgiu no centro do céu, se igualava. Parecia mais leve, batia mais calmo, tão lentamente que se não fosse pelo seu respirar, acusaria um óbito, certamente.

Enquanto ficou ali com suas memórias. Se deu conta do que de fato estava acontecendo com ela. Não deixará de ser criança, nem tampouco tinha crescido (não completamente). Só estava amadurecendo. Estava deixando seus medos, e deixar o medo se esvair de dentro, a fez sentir medo. Estranhamente compreendeu que tudo aquilo que acreditava, que fazia questão de acreditar, eram apenas maneiras que encontrava de lutar. Lutar contra seus maiores temores, seus receios. Depositava sua fé nos contos e fabulas, pra ter algo com que se defender. Compreendeu que suas utopias, nada mais eram do que campos de força. Como aquela redoma de vidro que o Pequeno Príncipe colocou em sua Rosa. Os duendes, o lobisomem, a bruxa, os bichos que rastejavam na mata... estavam lá porque ela os colocará lá. Viviam ali, porque ela, lhes dava vida. Ela não era mais uma menina, não só. Não tinha mais que temer, não precisava mais sentir medo. Não de suas fantasias. Estava livre, livre de todos aqueles fantasmas. Estava cheia de novas sensações, estava se dando espaço para novas emoções, mas porque, ainda assim... sentia-se tão vazia? Será que deixar toda aquela fantasia se esvair e sumir no tempo com sua infância, iria mesmo fazê-la mais forte, iria mesmo ajudá-la a crescer de vez? Será que havia chego o momento de se tornar mulher completa por dentro, tanto quanto já há muito, era por fora? Quem sabe!? O que se tem certeza, é que sempre que ela vai até lá, até aquele lugar aonde ela chama carinhosamente de sua "Neverland" particular, ela volta diferente. Diferente de quem foi, de quem é, de quem quer ser.Volta sempre deixando uma parte dela por lá. Talvez pra que um dia, aja um ponto de restauração, onde ela possa voltar e recomeçar. Talvez pra que quando finalmente ela consiga dizer que não acredita em mais nada, que não quer e não sonha com mais nada, ela possa ter na parte que lá ficou, um fio de esperança, uma luz no fim do túnel, uma senha secreta que a faça voltar de dentro do poço que por si só, se atira quando não consegue encontrar saídas. Talvez porque a metade dela que lá fica, seja a parte mais forte, mais madura, mais crescida. A parte dela, que não deixa de acreditar em fadas, que mesmo sendo a mulher mais forte, jamais deixará de ser também, a sua metade menina.
Por. Bell.B

10 de outubro de 2012

Pares

 (Ele)
... muitas palavras foram ditas naquele silêncio que pairou diante deles no exato instante que o relógio marcou duas horas, dois, duas, sempre gostaram dos pares, aquele silêncio poderia ser intitulado "o silêncio dos pares" caso fosse uma música. No entanto uma música muda não teria aceitação nem mesmo a compreensão do grande público, assim, aquele canto, aquela ode, ficou restrita apenas aos dois, aquele silêncio tão deles. Que dizia tanto com nenhuma palavra reverberando o ar, apenas reverberando dentro deles. 2:04. Par.
Por. LFM

(Ela)
Muito foi dito, sem nada ser preciso falar. Nem mesmo os olhos precisaram se cruzar. Havia sincronismo no pensar, no querer, no digitar, e há quem diga... até no respirar. Eram mistos e mistos de necessidades, expandindo no tempo, espalhando-se pelas horas, atravessando os dias como um vírus, como uma praga dessas em que não se encontra cura. De um lado ela e suas dores, do outro ele e seus remorsos. Quem cederia? Quem daria o primeiro passo? Quem decidiria em discar e quebrar o silêncio com um simples "alô"? Quem assumiria a si mesmo, primeiro, a falta que o outro fazia/faz? Quem de nós dois? Dois!? Nós... A acentuação do texto um do outro, a rima do verso nem sempre solto, o núcleo do texto complexo, muitas vezes desconexo, o suspiro entre uma linha e outra. A saudade presa no tempo, cravada, marcada, quase um par perfeito. Assumindo o amor um pelo outro, outra vez e de novo as 2:18. O Par/Perfeito.
Por. Bell.B

Guardados

Hoje coloquei a mão sobre o coração e senti ele bater um pouco mais apressado, e ansiosa e inquieta que sou, fui remexer meu passado. Encontrei entre perdidos uns tesouros guardados. Ah este estimado e sem preço artefato, item sem valor e ao mesmo tempo tão mágico. Com as mãos tremulas, apanhei o primeiro retrato...Tão doce e lindo, porém sem passado, não tenho memória dos meus primeiros passos. Mesmo assim o coração bateu acelerado, sei que aquele momento foi inesquecível aos olhos dos que me fitaram. Com carinho, coloquei-o sobre a cama e apanhei um outro, desta vez um tanto amargo. Neste tinham alguns sorrisos tortos, abraços nem tão apertados, os "famosos amigos de fases". Supostas pessoas a quem abdiquei carinho e em troco recebi descaso. Muitas histórias pra contar, tantas outras pra deletar da memória, vontade até de nem ter tido uma história ao lado de muitos, e de ter tido mais tempo com outros, com quem realmente valesse apena ter o que recordar. Segurando a frustração entre os dedos, avistei atrás dela uma imagem tão bela quanto dolorida. Uma dor tão latente quanto quase esquecida. Entre o salgado das lágrimas saudosas e o doce pensar, me vi no colo daquele que muitas noites me fez dormir à ninar. Tomada por nostalgia, me pus a chorar. Como dói a saudade daqueles que não podemos mais alcançar, daqueles que não estão a distancia de uma "carta", próximos pela modernização dos "sms's", acessíveis por uma simples "ligação"... Como dói em meu peito, não ter como agradecer pelos momentos maravilhosos que me proporcionaram, não poder mais desejar um simples bom dia, não ter mais a possibilidade de mostrar o quanto os amava apenas com o olhar, sem precisar escrever rimas. Como me dói, ter sido tão egoísta, hoje penso que poderia ter dito muito mais vezes "te amo" e ter usado bem menos os meus tons de "ironia".  O tempo passa rápido demais, a vida nunca espera. O destino dita as normas nós quebramos as regras. Nascemos, Crescemos, Aprendemos e Partimos... (ou muitas vezes partimos sem aprender...)

E para os que ficam... Uma singela foto é porta e a lembrança é a chave para o mundo mágico do reencontro. Através delas seguimos recordando, rindo com os que continuam ao nosso lado além dos retratos, chorando de saudade por aqueles que só nas imagens ficaram, sofrendo num misto louco de saudade e impotência, por não poder mudar o passado,  por cada momento que passou e naquele papel ficou imortalizado!
Por. Bell.B

9 de outubro de 2012

Que Seja Eterno

 ... Alguns dias de você, inteira. Pouco, perto do quanto te amo. Nada, comparado ao quanto te quero. Aceito agora, o que é possível. Sem deixar de dizer, que não me canso. Cruzo os dedos, para que seja eterno. Que a pressa fique de lado. E que o fim, fique longe. Bem longe, até ser esquecido. Que a felicidade seja simples e constante. Que seus olhos sejam meus, em todas as manhãs. Assim como seu beijo. Seu corpo. E todo resto. E você toda.
Desconheço Autoria 

...

 Se eu falasse através dos meus sorrisos vocês ouviria o quanto eu sou uma pessoa melhor quando estou ao seu lado. Se os meus olhos fossem uma tela de cinema eles projetariam aquelas cenas que não saem da minha cabeça. Você sorrindo, você dormindo, você se fazendo de desentendida, você me abraçando ( ... ) apenas a sua tão necessária existência. Se dos meus dedos saíssem luzes de satisfação, quando eu tocasse o seu rosto um arco- íris se formaria imediatamente. Se essas minhas palavras se tornassem estrelas e essas pudessem ser lidas por você, eu poderia te alcançar nesse infinito amor distante.
Desconheço Autoria 

Nada Mais



Eu queria tanto que você entendesse.
Que muito de mim tem você e que sonho seu sonho há tempos.
Que ando na praia por cima de suas pegadas.
Que em mim corre seu sangue.
Que respiro seu ar e mais nada.
Por. Luis Fernando Veríssimo 

3 de outubro de 2012

Tão Perfeito

Aquele sorriso bobo, faceiro, esculpido em sua face, e ainda que casual, era tão perfeito. E não era perfeito por estar carregando alegria, prazer, nem tampouco satisfação.  Não era perfeito por ter junto a ele, dentes alinhados, um contorno de lábios invejável, não... Não por isso. Era perfeito, porque o sorriso no rosto dele, nada mais era, que o reflexo da alegria que ela sentia quando estava com ele.
Por. Bell.B

Meu Amor

Escutei que eu era a soma dos teus caprichos, mais uma pra enfeitar a prateleira do teu ego, fazer volume entre suas coleções libidinosas. Isso “me fez pensar”. Eu tenho que rir quando vejo, leio, escuto esse tipo de coisas por ai. Porque as pessoas se incomodam, se irritam, invejam os sentimentos dos outros? Porque elas perdem seus tempos gorando, o que também, poderiam estar vivendo? Porque a maioria das pessoas, são tão EGOÍSTAS, quando o assunto é o amor dos outros? Eu tenho um recado a quem teve a ousadia de cronometrar o que sinto. Eu vou lhes falar sobre o amor, mas não o amor que vocês conhecem ou pensam SENTIR, eu vou falar sobre o MEU AMOR, o nosso amor, o AMOR da Menina de Asas... este é um amor diferente, é um amor que faz pensar e não se executa. É um amor que nasceu de superações e não de demonstrações, este é aquele AMOR que fervilha entre os corpos, que consome a saliva um do outro, que invade a privacidade e viola o íntimo mais íntimo em cada um de nós. (Entre nós) Que devora toda e qualquer coisa que tente separar, limitar, definhar, APAGAR de nossas mentes o que só o nosso coração... “porque por nós (UM SÓ PULSA)" ...sem memória é capaz de guardar, é capaz de revigorar, de adormecer e ACORDAR. O AMOR, quem explica, quem define, quem diz saber como e o que é que se passa entre NÓS (Não nos Conhece). Só nós somos capazes de dizer o que sentimos, isso quando conseguimos. Porque muitas vezes as palavras somem e o que fazemos é só nos olharmos e nada mais é preciso. Ninguém pode subjugar ou avaliar um amor pelo que vê ou pensa conhecer, só quem tem no outro a sua metade é que pode dizer, falar, interpretar o que o outro quer realmente dizer sem precisar falar... Isso é amor, esse é o meu AMOR, um amor limitado, restrito, DIRECIONADO a carne, aos sentidos, a ALMA daquele que me adoece pela falta, que me cura com sua chegada, que adormece-me quando longe, que desperta-me quando se aproxima, que me MATA quando ausenta-se, que me MANTÉM VIVA quando olha nos meus olhos, quando só sorri, quando diz sem efeitos ou rodeios o quanto eu sou importante por só e nada mais... existir.
Por. Bell.B

Encanto

 Descrever não consigo todo o encanto, e a grandeza do amor que nos envolve, que nos prende, arrebata e absorve, nessa ânsia de nos querermos tanto. Grande demais para caber num verso; demais sublime que ultrapassa a mente; forte bastante que me torna crente, de que chega a vibrar pelo Universo. Esse amor é o tudo que me prende à vida, a razão que me faz viver contente, mesmo nas horas de uma dor sofrida. Mas retratá-lo, nunca! É impossível à minha mente - por mais que ela tente - descrever o que faz-se indescritível.
Por. Sá de Freitas

Segredo

 Meu coração é como a boca, fala. Só tu entendes tudo o que ele diz. A palavra que é doce e que te embala, que te agasalha e que te faz feliz. Basta que para ouvires o que eu digo apertes teu ouvido no meu peito: meu coração irá falar contigo, como se a boca é que o tivesse feito. 
Por. Théo Drummond

Quantas Vezes

Quantas vezes andei te procurando... Não sei, não contei. Não percebi que te procurava. Te queria sem saber, te sabia e te amava sem querer. Te sinto minha, te quero minha. Sempre. Sei que mais do que tudo, te quero comigo. Quero te ver feliz em minhas manhãs, ver teu despertar, teus olhos me encontrando, tua boca me deixando sentir teu primeiro gosto, teu hálito quente e teu cheiro de sono. Me misturar com teu sonho, sem saber ao certo se já desperto. Sentir teus suspiros, ao meu toque, e ao beijar o teu corpo todo. Teus gemidos, a cada movimento mais brusco enquanto sacio minha fome de você. Te quero e te chamo, e por fim, e sem chances, simplesmente te abraço, e deixo minha mão na tua, na calma de dois em um só. Porque já te encontrei, porque você sempre fez parte de mim. E por um querer do destino, nossa união teve seu tempo certo para acontecer.
Por. Samara Morando

Soneto

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Por. Vinicius de Moraes

Luz

 Tira-me a luz dos olhos - continuarei a ver-te, tapa-me os ouvidos - continuarei a ouvir-te. E, mesmo sem pés, posso caminhar para ti. E, mesmo sem boca, posso chamar por ti. Arranca-me os braços e tocar-te-ei com o meu coração como se fora com as mãos. Despedaça-me o coração - e o meu cérebro baterá. E, mesmo que faças do meu cérebro uma fogueira, continuarei a trazer-te no meu sangue.
Por. R.M Rilker

Seremos

E desde então, sou porque tu és.
E desde então és, sou e somos...
E por amor... Serei... Serás... Seremos.
Por. Pablo Neruda

Eterno

 
Fico acordado só para ouvir teu respirar, desejando perder-me em teus sonhos, clarear meu noturno no brilho de teu sorriso e viver uma eternidade inteira assim. Cada momento a teu lado é um eterno sem fim, meus olhos não querem nem piscar para não te perder um instante sequer. E para sempre quero viver assim. Em tua cabeça perdendo meu juízo, sentindo em meu peito teu coração bater. E todo o sempre seria pouco para caber todo esse amor. E todo o sempre seria pouco para te dar todo o carinho que tenho guardado. E todo o sempre seria pouco para matar toda minha fome de teus beijos.
 
                                               Faz de meus braços tua morada.
  
E todo o sempre seria pouco para o silencio gritar os ecos de meu desejo. E todo o sempre seria pouco para minha carne saciar-se de ti. E todo o sempre seria pouco para o universo entender como é doce amar (e ser amado) assim.
Por. Alex Simas

Rei?

 (...)
Quem é você que me dá tudo, que eu devoro tudo, que eu adoro tudo, que arranca a pele, que cubro de beijos, que apaga a vela, que provoca incêndios, que espanta os vizinhos, que pede mais do que eu posso dar, que me deixa louco, que fez nascer em mim o que eu jamais pensei existir, que tortura e lambe tudo que resta de mim e mesmo assim me faz REI?
Desconheço Autoria

Ela é...

 Ela é uma mulher misteriosa e isso a torna perigosa. É Esfinge e finge perniciosa. Transmuta na loba e na cadela. Late gostoso, pica, injeta o veneno e goza. Ela é o vício da papoula, da trilha de cânhamo e pira. Ela mexe com os instintos... Os mais primitivos... Ela grita, ela morde. Comigo, ela fode como ninguém... É dama, donzela e cortesã nas horas vagas. Tudo pra mim. Ela é libido e lanha a lua minguante. Se toca no corte e se assanha. Ela é a dona dos horizontes, e por fim, se mostra delicada, se dá, se morde e se entrega. É o veneno escorrido da pele que se derrama. Ela é a mais santa de todas as mulheres. Ele te tatua de esperma. De saliva. Te alimenta com o "leite puro". Jorra com vontade na tua boca. Mas, esfomeada, nunca sacia. Quer sempre mais o deleite... a proteína dele. E ele não se faz de rogado, entorna mais o bocado do grosso caldo. Te lava por dentro e por fora. Te alimenta no talo. E por momento, acaba com tua gula. Deslizo a sua imagem pelo meu pensamento, o seu cheiro pelo meu sangue, a sua voz, as suas palavras pelo meu desejo. Deslizo as minhas mãos por entre as suas coxas, a minha boca pelos seus lábios, o meu corpo pelo seu. Deslizo, tudo o que pode haver no mundo, e que no entanto somos apenas só nós dois. Deslizar de sonhos, de espaços intermináveis, de amor, paixão incontrolável, Infinito... Deslizo trêmulo, nervoso pelo meu desejo de não deixá-la deslizar por entre as minhas mãos.
Desconheço Autoria

2 de outubro de 2012

Argumentos

 Haverá de não só decifrar, como ser capaz de corromper uma alma, aquele que por linhas disser tudo que sente, sabendo dizer exatamente o que a alma necessita. É muito fácil encantar com gestos, convencer com demonstrações de afeto. Porém a verdadeiro sentimento requer mais argumentos, pois quem fala o que pensa, profetiza suas ideias, já aquele que escreve o que sente, imortaliza o que só uma alma é capaz de saber traduzir. 
Por. Bell.B



Dá-me tua Mão

 Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.
Por. Clarisse Lispector

Faz Querer

 Mas você com esse seu jeito só seu, de não me permitir saber o que esperar de você, 
me faz te odiar tanto e querer tanto a sua atenção.
Por. Tati Bernardi

Saudade

 Eu tenho saudade de mil coisas e todas essas mil coisas sempre caem na mesma única coisa de que eu tenho tanta saudade. Eu tenho saudade de tudo. Não é um sentimento egoísta e muito menos possessivo. É apenas uma saudadezinha. Gostosa, tranquila, bonita, saudável, de longe.
Por. Tati Bernardi